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Julho 3, 2009 by pilzaoStep back from that ledge, my friend
Junho 30, 2009 by pilzaoUau! A quanto tempo não nos vemos, desde setembro? Como pude deixar algo assim acontecer? Tanta coisa rolou nesse tempo! Muito aprendi, várias pessoas conheci. Creio que o que realmente me faltou foi uma bela dose de vergonha na cara para retornar a esses campos cibernéticos.
Problemas com inspiração foi um grande fator inibidor. Nada me inspirava ou proporcionava novas perspectivas. Cheguei a duvidar que algum dia voltaria a escrever por aqui. Até pensei que não nasci para a escrita. Tudo isso, ainda bem, é passado. Até hoje a noite.
A razão inspiradora para tal? O filme “Yes man”, dirigido por Peyton Reed, e protagonizado por Jim Carrey. Todo o filme conseguiu renovar incrivelmente meus ânimos. Com sua aura positiva, me vi pronto para voltar com a escrita. Especificamente por causa deste trecho:
Vi que não vale a pena pular do parapeito (no caso, fechar o blog). Escrever é válido sim, mesmo que poucas pessoas vejam o resultado. Mesmo que ninguém se sinta inspirado. No final das contas, ao menos uma pessoa saiu lucrando com essa prática: eu.
Num curso no qual pouco se é escrito, e que nossa atenção é estritamente voltada para o criar prático, brincar com letras numa forma outra que a tipografia é um alívio. Por sinal, é algo que aconselho a todos, designers ou não. Escrever renova a alma.
Não posso prometer que voltarei a escrever frequentemente por aqui, mas posso dizer que gostei muito de produzir esse artigo hoje. Espero que não tenha tomado muito do seu tempo, e que tenha ao menos lhe proporcionado uma boa sensação ao ver o vídeo.
Até algum dia! Em breve, talvez?
Half Pixel
Setembro 21, 2008 by pilzaoVoltando a assuntos nerds, mais especificamente às webcomics, trago para vocês, aspirantes a produtores de quadrinhos autorais (sejam eles online ou não), um link indispensável.
Halfpixel.com é um site / coletivo de produtores de quadrinhos (quando digo produtores, me refiro a pessoas que escrevem e desenham para as HQ’s) com o intuito de publicar seus conhecimentos sobre a produção de quadrinhos, com uma ênfase maior para as webcomics.
Através desse coletivo os caras escreveram o livro “How to make webcomics” (o qual estou aguardando pacientemente até o final do ano para comprar) e produzem o podcast “Webcomics weekly”. Pode-se dizer que junto ao idolatrado Scott McCloud são atualmente os mais entendidos no assunto dos quadrinhos online (ou pelo menos os mais entendidos e que escrevem algo sobre o assunto).
Vale a pena conferir, se seu objetivo é em algum dia criar alguma série de quadrinhos com sucesso.
A maldita falta de tempo
Setembro 11, 2008 by pilzaoNem comentarei sobre meu sumiço. Isso não importa, não agora (mas um pequeno “I’m sorry” vocês ainda merecem, não se preocupem). O que importa nesse instante é a falta de tempo entre os estudantes de Design Gráfico.
Comecei a reparar ultimamente o quanto nós, futuros designers (considerando que você ainda se encaixa nessa categoria), parecemos sofrer muito mais com a falta de tempo que qualquer outro aluno de graduação, mesmo não sendo isso realidade.
Noites em claro projetando (cadê o planejamento, pessoal?), estágios com turnos abusivos (dessa eu consegui fugir), inúmeros projetos monstruosos de diversas disciplinas, entre outros fatores, são temas comuns no dia-a-dia dos aspirantes a Alexandre Wollner. E sortudos são os que conseguem fazer tudo e ainda arranjar um tempo para fazer aquilo que nem mais sei como é (dormir 8 horas por dia).
Mas por que isso acontece? Por que, mesmo com aulas como Metodologia Projetual sendo ministradas nas faculdades, ainda ocorre esse fenômeno? Será que somos realmente tão preguiçosos e indisciplinados assim? E será que realmente a maioria se encaixa nesse perfil? Ou apenas as pessoas do meu círculo social? Deixo essa pergunta para você, leitor, por que?
Só sei que resolvi me organizar esse semestre. Sem mais stress, sem mais noites em claro. E para isso, já comecei a correr atrás dos trabalhos atrasados, finalmente. Agora resta ver se vai dar certo.
Torçam por mim!
Criatividade, sua vaca.
Agosto 18, 2008 by pilzaoAcredito não ser a única vítima dos brancos criativos e das terríveis angústias durante um projeto. E imagino que não deve ser tão anormal assim achar que não nascemos para isso. Se a verdade sobre as afirmativas anteriores forem antagônicas às citadas, estou em sérios problemas.
Semanalmente passo por horas sem conseguir produzir, olhando atônito para toda a pesquisa feita, todas as idéias organizadas e os poucos dias restantes do prazo, me matando (aos poucos) de frustração. Quando o projeto é de ilustrações, a situação fica ainda pior com a insegurança que tenho em relação à qualidade do meu trabalho.
Uma solução que encontrei para tentar sair desse hiato produtivo é começar a desenhar incessantemente em alguma folha de papel desenhos aleatórios, de temas variados, que sejam de meu feitio. Assim tento me desentoxicar do briefing do cliente por uns minutos e deixo entrar um pouco de ar criativo na caixola, enquanto me divirto.
E você, leitor, o que faz nos momentos de bloqueio criativo?
James Jean
Julho 31, 2008 by pilzaoExistem alguns ilustradores nesse nosso vasto Mundo que me deixam extremamente deprimido. Seja por seu domínio no pincel ou lápis, seja por seus temas instigantes e / ou inusitados. Existem outros que me deixam ainda pior, sendo geniais em ambos os lados. Pessoas como essas últimas são basicamente a minha razão de querer tanto ser um bom ilustrador algum dia.
Como a maioria sabe, sou um grande fã dos quadrinhos e da Arte Seqüencial em geral, independente de onde vem (já que por quadrinhos geralmente as pessoas associam as histórias de super-heróis americanos). E algo que sempre me instigou nessa área são os excelentes capistas (os responsáveis pela arte da capa) que algumas revistas apresentam.
Cerca de 3 anos atrás, quando ainda mal sabia o que se passava no mundo do Design, comecei a ler a série de HQ’s Fables (ou “Fábulas”, em português), do selo adulto da DC Comics, Vertigo. Fiquei por mais de meia hora (sem brincadeira) apenas admirando as capas de todas as edições em um site (não me recordo agora qual), de tão belas, complexas, bem finalizadas e bem pensadas que elas eram. Notei que todas eram de um mesmo artista gráfico, James Jean. Anotem esse nome, crianças, pois com certeza vocês ainda vão ouvir falar mais desse cara.
Diferente de todos os artistas de quadrinhos americanos, suas capas possuíam cores lavadas (mas ainda assim vivas, de alguma forma), formas orgânicas, poses que fugiam dos clichês quadrinísticos (acho que fiz um neologismo – rs), e temas interessantes. A partir desse dia comecei a debulhar tudo que conseguia encontrar sobre o homem.
Acabei descobrindo que essa era apenas uma de suas facetas. Além disso, ele também trabalhava como ilustrador para diversas companhias (como a Prada, AIDES, entre outras) e Artista contemporâneo, com um dos trabalhos pessoais mais lindos que já vi.
Toda vez que vejo algum trabalho dele, minha mão coça, querendo comprar uma de suas gravuras, mas, como todo bom estudante, também sou quebrado, o que deixa as coisas bem mais difíceis.
Quando estive pensando sobre o que escrever aqui, quis falar sobre alguém que tenha me inspirado para entrar na área de criação cultural, para assim trazer um pouco de inspiração para vocês também. Espero que gostem.
Back from the dead
Julho 24, 2008 by pilzaoEstou em falta com vocês, admito. Fiquei quase um mês sem escrever aqui (amanhã completa esse mês), pelos mais variados motivos, e muitos de vocês devem ter começado a se indagar se algum dia haveria outro artigo. Pois bem, cá estou novamente, back from the dead, alguns diriam…
E para recomeçar essa nova leva de artigos quentinhos, fresquinhos e saborosos, nada melhor que lançar ao ar uma questão no mínimo intrigante: hoje em dia, com grande parte dos designers brasileiros trabalhando como autônomos, poucos são os que se dignam (ou apenas possuem a renda necessária para tal) a comprar as tão famigeradas famílias tipográficas. Famílias inteiras de fontes super na moda, como a DIN, Helvetica e cia. limitada são diariamente “roubadas” e usadas sem o devido pagamento (na maioria das vezes cometendo crimes estéticos e tipográficos imperdoáveis).
A pergunta que levanto para os comentadores é a seguinte: algum dia ao menos um de vocês já chegou a sequer pensar em comprar uma fonte que seja?
Algo me diz que a resposta será negativa unanimemente, o que é uma pena, no final das contas.
Bue, the Warrior
Junho 25, 2008 by pilzaoHoje na “galeria” temos um dos maiores grafiteiros e, na minha opinião, artistas contemporâneos na ativa. Ele tem sido uma das minhas maiores influências nos meus trabalhos pessoais. Com vocês, Bue, the Warrior:
Bue, the Warrior é belga, e prova que nem todo grafite é poluído e agressivo. Por viver numa cidade extremamente cinza e apática, ele usa o máximo de cores possíveis e formas arredondadas e carismáticas,tentando fazer a vida do cidadão nas grandes metrópoles um pouco melhor e agradável. É raro ver isso hoje em dia, e é exatamente isso que mais me fascina nas suas obras.
Guia para o sucesso online
Junho 22, 2008 by pilzaoPara quem acha que ter sucesso como designer no mundo virtual é fácil, a Taschen prova e comprova o contrário com o livro “Guidelines for online success”, disponível para leitura online. Mostra como não é apenas ter um portifólio qualquer com vários recursos interativos que você vai se dar bem. Precisa de muita pesquisa, conceito, e noites pensando em como você vai querer que o mundo te veja. Resumindo, vai precisar de realmente aplicar todos os conhecimentos de um designer.
Vale a pena conferir.
Descoberto por: Idea Fixa
Rise and Fall, Rage and Grace
Junho 22, 2008 by pilzaoVocês já escutaram o novo álbum do Offspring, Rise and Fall, Rage and Grace? Escutem. Me senti no final dos anos 90, época na qual passava tardes inteiras jogando RPG ao som do CD Americana dos caras. Ah, saudades daqueles tempos…
Confiram aqui o novo single desse álbum, Hammerhead:
Claro, não vim aqui apenas para escrever sobre a música do CD, afinal seria um desperdício de espaço, já que esse blog é sobre “Design, Artes e afins”. Além da música, excelente, na minha opinião, o que mais me chamou atenção foi a capa. Que palhaçada é essa? The Offspring é, que eu saiba, uma das bandas que mais ganhou dinheiro com o Punk Rock, junto com os também geniais Green Day e Blink 182. Por quê? Eu repito, por quê eles não contrataram um designer melhor? Por que eles não repetiram a dose de Americana? Tudo bem, eu sei que no Design o conceito é o principal e tudo o mais, mas poxa, também não dá para fazer projetos feios não! Confira abaixo a capa e tirem suas conclusões! Vocês concordam comigo? Pode ser o melhor designer do mundo quem a fez (não sei o autor), mas mesmo assim a achei hedionda!

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