Back from the dead

By pilzao

Estou em falta com vocês, admito. Fiquei quase um mês sem escrever aqui (amanhã completa esse mês), pelos mais variados motivos, e muitos de vocês devem ter começado a se indagar se algum dia haveria outro artigo. Pois bem, cá estou novamente, back from the dead, alguns diriam…

E para recomeçar essa nova leva de artigos quentinhos, fresquinhos e saborosos, nada melhor que lançar ao ar uma questão no mínimo intrigante: hoje em dia, com grande parte dos designers brasileiros trabalhando como autônomos, poucos são os que se dignam (ou apenas possuem a renda necessária para tal) a comprar as tão famigeradas famílias tipográficas. Famílias inteiras de fontes super na moda, como a DIN, Helvetica e cia. limitada são diariamente “roubadas” e usadas sem o devido pagamento (na maioria das vezes cometendo crimes estéticos e tipográficos imperdoáveis).

A pergunta que levanto para os comentadores é a seguinte: algum dia ao menos um de vocês já chegou a sequer pensar em comprar uma fonte que seja?

Algo me diz que a resposta será negativa unanimemente, o que é uma pena, no final das contas.

Tags: ,

9 Respostas para “Back from the dead”

  1. Renata Disse:

    pensar, eu pensei. mas algo para um futuro muito distante, muuuuuito, muuuuuuuuuuuito distante. quando eu virar uma designer famosa, referência no mundo inteiro. sabe? mas até lá…
    e na verdade, eu nem sei como funciona isso direito. caso eu vá fazer um trabalho grande, para alguma empresa renomada, de forma que tenha ampla visualização, não seria muito arriscado simplesmente usar a fonte roubada? não há algum tipo de punição; digo, é provável que eu seja punida? acontece isso na prática?
    beijos em vc, saudades!

  2. Lucas Oriel Disse:

    Falsificação de fontes agora, é falsificação de software. Você pode tanto pagar uma super multa por um Photoshop falso como por uma Rotis sem licença. O embate é ético. Enquanto mesmo os órgãos públicos (vejam o concurso do TSE que mandava colocar as fontes num CD) não tomarem consciência da propriedade intelectual de uma fonte, isso não será valorizado pelos designers; e, claro, cabe a nós mudar isso. Se você vai receber uns milzinho pelo projeto, pode muito bem embutir os 50 reais da fonte*, não?

    * Isso seria uma fonte, lóoogico, se vc está fazendo um livro vai ser BEM mais caro ehehe…

  3. aff Disse:

    zzzzzzzzzzzzzzz

  4. Vi(c)tor Disse:

    Sou pobre.
    Não pagarei pelas fontes enquanto não ser pago o suficiente por usá-las.

  5. Luis Disse:

    vc tem a intençao de ser didático?
    ou apenas pessoal?
    “(na maioria das vezes cometendo crimes estéticos e tipográficos imperdoáveis).” tem como explicar a um pobre mortal essa frase?
    quer dizer q as fontes gratuitas sao ruins, q vem com defeito? Existe um site mais confiável pra pegar fontes?

  6. 40>0 Disse:

    Apesar de eu saber que pessoas compram fontes ou conjuntos de fontes, eu nunca pensei em comprar… mas isso é muito pq eu não tenho o pq. Se eu tivesse uma demanda por trabalhos que precisassem de fontes, acho que eu compraria com certeza.
    Atualmente, para mim, ter um conjunto de fontes bacanas seria uma ferramenta interessante para conseguir soluções visuais – mas não é uma necessidade. Então, enquanto isso, eu vou me virando com as fontes que eu tenho, e com as fontes gratuitas… ou com soluções que simplesmente não usam fontes.

  7. Kah Disse:

    Nops. Nem passou. Pelo unico fato d q eu nunca sou paga pra nd.
    mas parabens, q o post bombou!

  8. Margareth Ambrosio Disse:

    Bom, sou totalmlente leiga no assunto, mas algo me diz que vocês terão que pensar para o futuro algo que coibisse a ação dos sujeitos, que fossem obrigados a pagar uma taxa ou coisa assim. Legal seria se criassem uma forma de não ser possível a cópia, não há como fazer isso.
    É isso.
    Beijinhos.

  9. matheus gordinho Disse:

    Assim como não comprei meu photoshop, nem meu corel draw, não compro fontes. E não é de maldade ou ignorância da minha parte, é por falta de grana mesmo. Como o Lucas falou, se eu arrumar um trabalho que me pague o que vale, eu posso procurar uma fonte bacana e pagar por ela, mas convenhamos, quando é que isso acontece?
    Aí entra a questão ética – ah, então se eu não tenho dinheiro é ok roubar! Claro que não é. Mas no nosso caso é muitíssimo complicado, porque se eu não “roubar” o photoshop, as fontes, o corel, e etc, como eu vou produzir? Ae fico lá, sabendo fazer design e olhando pra parede sem fazer nada.

    Então, respondendo à sua pergunta: Sim, eu já pensei em comprar, já achei fontes perfeitas para trabalhos mas não pude comprar, ou porque eu não tinha dinheiro, ou porque o cliente achava um gasto desnecessário ( o que é que o cliente sabe final?).

Deixe uma resposta